Quem me conhece de perto sabe que eu amo viajar e tenho sede de conhecer o mundo, mas devo confessar que a Índia nunca esteve no topo da minha lista de lugares a desbravar.
Quando conheci o João, meu marido, ele compartilhou muitas histórias de um sabático recente por lá e uma vontade que eu também conhecesse a Índia com ele… relutei.
Em 2018, eu, Erisson e Lu, amigos queridos, viajamos juntos para realizar uma imersão de pequenos grupos em Petrópolis e na volta recebi o convite para participar com eles em uma missão na Índia. Não sei explicar o que me deu, mas respondi sim.
Quando cheguei em casa e contei para o João ele ficou muito feliz com a minha empolgação e disse sim também. Por diversos motivos não conseguimos ir em 2019, mas ficou a promessa para 2020 e a data chegou bem rápido! Saímos do Brasil em fevereiro e antes da missão começar fomos passear um pouco e nos aclimatando. Dia a pós dia, fomos imergindo na cultura e nos preparando, sem imaginar o que nos esperava lá.
A gente percebe que está em missão quando a lista de preparativos para a viagem não diz nada a respeito de nós mesmos, mas está totalmente relacionada sobre o que será feito e sobre as necessidades das pessoas que iremos encontrar. É bem curioso fazer uma mala não priorizando o que mais gosto de vestir, produtos que costumo usar e acredito precisar, mas aproveitando os espaços para levar o maior número de coisas que as pessoas que vou encontrar precisam. Enquanto a mala é montada, mais coisas pessoais são deixadas de lado para dar espaço ao que realmente importa.
Nos textos a seguir, compartilharei um pouco das experiências e descobertas que vivi nesta missão, embarca comigo?